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Investigadores americanos transformaram células cancerígenas em células estaminais capazes de destruir tumores cerebrais, conhecidos como glioblastomas, uma descoberta que fornece, pela primeira vez em 30 anos, um forma nova e mais eficaz de tratar a doença, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Communications”.
A taxa de sobrevivência para além de dois anos para um paciente com um glioblastoma é de 30%, porque é uma doença muito difícil de tratar. Mesmo que um cirurgião remova a maior parte do tumor, é quase impossível eliminar as “extensões” cancerígenas encontradas mais profundamente no cérebro e que, inevitavelmente, voltam a crescer. A maioria dos pacientes morrem um ano e meio após o diagnóstico.
Neste estudo, os investigadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, tentaram melhorar estes números através do desenvolvimento de um novo tratamento personalizado contra o glioblastoma. Este tratamento é iniciado com as próprias células da pele do paciente, com o objetivo de eliminar as “extensões” cancerígenas e matar eficazmente o glioblastoma.
Os investigadores começaram por reprogramar células da pele, conhecidas como fibroblastos, que produzem colagénio e tecido conetivo, de forma a tornarem-se células estaminais neuronais. Estudos realizados em ratinhos demonstraram que estas células estaminais neuronais têm a capacidade inata de se movimentar pelo cérebro e matar as células cancerígenas remanescentes. Foi ainda verificado que estas células estaminais poderiam ser modificadas para produzir uma proteína capaz de matar o tumor.
Dependendo do tipo de tumor, os investigadores foram capazes de aumentar a sobrevivência dos animais em 160 a 222%. No futuro os investigadores vão-se focar nas células estaminais humanas e testar o efeito de fármacos anticancerígenos mais eficazes que podem ser colocados neste tipo de células estaminais neuronais.
“O nosso trabalho representa a mais recente evolução da tecnologia das células estaminais, que ganhou o Prémio Nobel em 2012. Queríamos descobrir se estas células estaminais neuronais induzidas permaneceriam nas células cancerígenas e serem utilizadas como veículo de um agente terapêutico. Esta é a primeira vez que esta tecnologia de reprogramação direta foi utilizada para tratar o cancro”, concluiu o líder do estudo, Shawn D. Hingtgen.