Data

04 Mar 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Aumento do consumo de água tem vários benéficos dietéticos

Estudo publicado no ''Journal of Human Nutrition and Dietetics''

O aumento do consumo de água em cerca de um por cento ajuda a diminuir o consumo diário de calorias, bem como a reduzir o consumo de açúcar, sal, gordura saturada e a baixar os níveis de colesterol, sugere um estudo publicado no “Journal of Human Nutrition and Dietetics”.

Para o estudo os investigadores da Universidade de Illinois, nos EUA, analisaram os hábitos dietéticos de mais de 18.300 indivíduos, os quais foram convidados a recordar tudo o que comeram ou beberam no curso de dois períodos distintos, separados por três a 10 dias. Os cientistas calcularam a quantidade de água pura que cada indivíduo consumiu, tendo por base o consumo de água presente na comida e bebidas. Bebidas como chá preto sem açúcar, chá de ervas e café não foram contabilizadas como fontes de água pura, mas o teor de água foi incluído no cálculo do total do consumo de água na dieta dos participantes.

Em média, os participantes consumiram diariamente cerca de 4,2 copos de água pura, o que representa pouco mais de 30% do seu consumo total de água na dieta. A ingestão calórica média dos participantes foi de 2.157 calorias, incluindo 125 calorias provenientes de bebidas açucaradas e 432 calorias de alimentos com baixo valor nutritivo, altamente calóricos, como sobremesas, bolos e snacks.

O estudo apurou que os indivíduos que aumentaram o consumo de água em um, dois, ou três copos de água diminuíram o seu consumo total de energia entre 68 a 205 calorias diárias e o consumo de sal entre 78 a 235 gramas. Verificou-se ainda que estes indivíduos diminuíram o consumo de açúcar entre cinco a 18 gramas e a quantidade de alimentos com colesterol diminui entre sete a 21 gramas diárias.

Os investigadores verificaram que o impacto da ingestão de água pura na dieta foi independente da raça/etnia, educação, nível económico e peso corporal.

Os investigadores constataram ainda que as reduções foram maiores entre os homens e os adultos jovens e de meia-idade.