Data

25 Mai 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Doenças circulatórias: a primeira causa de morte no país

Dados do Instituto Nacional de Estatística

Em Portugal, mais de metade das 105.219 mortes ocorridas em 2014 foram causadas por doenças do aparelho circulatório (30,7%) e a tumores malignos (24,9%), de acordo com dados de um estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo a publicação “Causas de morte 2014”, à qual a agência Lusa teve acesso, registaram-se menos 106.885 mortes (1.6%) do que em 2013, a grande maioria (95,4%), por doença.

As causas externas de lesão e envenenamento estiveram na origem de 4,6% das mortes, destacando-se os acidentes e sequelas e o suicídio, que aumentaram 16,1% face a 2013, totalizando 1.223 óbitos.

Os dados indicam que as mortes devido a doenças circulatórias, que continuam a ser a primeira causa de morte no país, aumentaram 2,4% relativamente a 2013, assim como os óbitos por tumores malignos (1,2%).

As doenças do aparelho circulatório mataram mais mulheres (54,9%) e atingiram os homens cerca de seis anos mais cedo, que morreram com uma idade média de 77,7 anos. Estas doenças registaram um aumento na mortalidade prematura (idades inferiores a 70 anos) relativamente a 2013. No conjunto destas patologias, as doenças cerebrovasculares (AVC) provocaram 11,2% do total de mortes (11.808 óbitos), a doença isquémica do coração, 7.456 óbitos, e o enfarte agudo do miocárdio, 4.619.

Os tumores malignos, responsáveis por 26.220 óbitos, atingiram mais homens (59,7%) do que mulheres (40,3%), tendo a idade média ao óbito se situado nos 72,7 anos, para os homens, e nos 73,7 anos, para as mulheres. Evidenciaram-se as mortes causadas por cancro da traqueia, dos brônquios e pulmão, representando 3,7% dos óbitos em Portugal (3.937 óbitos), menos 1,8% do que em 2013 (4.010 óbitos).

No caso das mulheres, o cancro da mama vitimou 1.664 pessoas, mais 1,1% face ao ano anterior. Nos homens, o cancro da próstata fez 1.791 vítimas, mais 4,3% face a 2013.

Os dados apontam para uma redução de 3,7% nas mortes causadas por doenças do aparelho respiratório, que vitimaram 12.164 pessoas, em 2014. Observou-se também descida de 6% das mortes causadas por diabetes mellitus, que totalizaram 4.275.

As perturbações mentais e do comportamento foram responsáveis por 2.639 óbitos, 93,7% dos quais devido a demência. A idade média ao óbito situou-se nos 84,2 anos.