Data

01 Jul 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Nova estratégia para diminuir mortalidade neonatal

Estudo publicado na revista ''mBio''

Investigadores americanos descobriram como o Streptococcus do grupo B (GBS, sigla em inglês) evita a deteção por parte do sistema imunitário durante a gravidez. O estudo publicado na revista “mBio” pode conduzir ao desenvolvimento de novos fármacos e estratégias para o tratamento da infeção provocada por este agente, que é a principal causa de morbilidade e mortalidade neonatal.

O Streptococcus do grupo B é a principal causa de pneumonia neonatal, sepsis, meningite e parto prematuro. Muitos indivíduos colonizados com o Streptococcus do grupo B não apresentam sintomas, e aproximadamente 30% das mulheres saudáveis têm esta bactéria no reto e vagina. A colonização vaginal pelo Streptococcus do grupo B é o principal fator de risco para o parto prematuro associado a esta bactéria.

Estima-se que 25 a 40% dos partos prematuros sejam resultantes de uma infeção bacteriana no útero com bactérias vaginais, tais como o Streptococcus do grupo B. Esta bactéria é conhecida por causar infeção ascendente, um processo no qual as bactérias se deslocam da vagina para o útero, o que conduz a danos para o feto e parto prematuro.

Apesar do risco de infeção estar presente numa grande quantidade de mulheres, pouco se conhece sobre os fatores bacterianos e do hospedeiro envolvidos na colonização do Streptococcus do grupo B e na infeção ascendente.

Estudos recentes demonstraram que o ácido hialurónico cervical protege contra a infeção ascendente. Experiências realizadas em ratinhos também indicaram que a expressão inadequada da hialuronidase aumentava o risco de parto prematuro.

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Washington, nos EUA, isolaram estirpes de Streptococcus do grupo B de mulheres com parto prematuro e de recém-nascidos com doença invasiva. Verificou-se que a bactéria apresentava uma atividade da hialuronidase aumentada, comparativamente com as estirpes isoladas de mulheres saudáveis.

Através da utilização de um modelo animal, os investigadores constataram que a produção de hialuronidase pelo Streptococcus do grupo B permitia a infeção ascendente ao reduzir a inflamação antibacteriana nos tecidos uterinos. Basicamente, a bactéria utiliza a hialuronidase para se esconder do sistema imunitário.

Na opinião dos investigadores o desenvolvimento de uma forma de bloquear a hialuronidase poderia conduzir a novos tratamentos contra a infeção provocada pelo Streptococcus do grupo B, assim como outras infeções ascendentes que podem funcionar da mesma forma.