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Investigadores americanos desenvolveram uma cápsula de transporte baseada na Escherichia coli (E. coli) para tornar a nova geração de vacinas mais eficaz do que as atuais, dá conta um estudo publicado na revista “Science Advances”.
O estudo realizado pelos investigadores da Universidade de Buffalo, nos EUA, dá conta do sucesso da cápsula no combate à doença pneumocócica, uma infeção que pode causar pneumonia, sépsis, otite e meningite.
Blaine A. Pfeifer, líder do estudo, em comunicado no sítio da Internet da universidade norte-americana, refere que, apesar do que se houve falar sobre a E. coli, há várias estirpes que não são prejudiciais e podem combater a doença. Na verdade, o núcleo da cápsula de transporte é constituída pela E. coli inofensiva, à volta da qual os investigadores colocaram um polímero sintético, denominado poli beta-amino éster. O polímero de carga positiva em combinação com a parede bacteriana com carga negativa, forma uma espécie de cápsula híbrida.
De forma a testar a nova cápsula, os investigadores inseriram uma vacina proteica desenvolvida para combater a doença pneumocócica. Os testes realizados em ratinhos foram, segundo os autores, impressionantes.
O estudo apurou que a cápsula foi capaz de ativar um tipo de células imunitárias, as células apresentadoras de antigénio, que desencadeiam uma resposta imune. Verificou-se que a cápsula também apresentou propriedades adjuvantes naturais que aumentam a resposta imunitária e mecanismos de transportes duplos de forma a direcionar uma resposta imunitária específica.
Os investigadores verificaram que a cápsula produzia e transportava os componentes necessários para a vacina e conferia uma forte proteção contra a doença pneumocócica. Adicionalmente, a cápsula é pouco dispendiosa e flexível em termos de utilização. Os autores do estudo referem que esta pode ser utilizada como um veículo de transporte que tenha por alvo o cancro, doenças infeciosas virais e outras.