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Mais de 850 pessoas fizeram rastreios ao cancro da cabeça e do pescoço desde o inicio da Volta a Portugal em Bicicleta, no dia 27 de julho, tendo 31 sido encaminhadas para exames complementares por terem lesões suspeitas.
O balanço foi feito à agência Lusa pela oncologista Ana Castro, que preside ao Grupo de Estudos do Cancro de Cabeça e Pescoço (GECCP), que decidiu organizar rastreios gratuitos à população durante a 78ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta.
O GECCP percorreu ao longo de 11 dias mais de 1.500 quilómetros de estrada, acompanhando a volta a Portugal em bicicleta, ao longo da qual foi montando tendas de rastreio nos pontos de chegada de todas as etapas.
“Fizemos 854 rastreios e foram referenciadas 31 pessoas com lesões suspeitas para serem avaliadas em ambiente hospitalar. Com estas pessoas esperamos poder fazer a diferença”, afirmou Ana Castro.
Segundo a médica, no início do desenvolvimento da doença, o tratamento destes tipos de cancro pode ter uma taxa de sucesso entre os 80% e 90%.
Ana Castro faz um balanço “muito positivo” e considera que o número de pessoas abrangidas ultrapassou as suas expectativas.
Para este número contribuiu o facto de o rastreio ter sido feito no âmbito da Volta a Portugal em Bicicleta, indo ao encontro das pessoas que estavam a assistir ao evento.
“Quando fazemos rastreios em hospitais conseguimos uma adesão mais baixa, porque as pessoas têm que se deslocar. Quando vamos ao encontro da população, que é o fundamental, faz diferença. Conseguimos chegar a mais pessoas e ter um maior número de pessoas rastreadas, que não iriam ao hospital”, explicou.
As 31 pessoas referenciadas irão agora ser chamadas para consulta de avaliação e para fazer biopsias, disse a responsável, acrescentando que “as principais lesões detetadas nos rastreios são lipoides na língua, nas bochechas e no pavimento da boca, bem como feridas e violáceas”.
Todos os anos, são diagnosticados entre 2.500 e 3.000 novos casos de cancro de cabeça e pescoço em Portugal e 85% das vítimas são fumadores ou ex-fumadores, daí a importância dos rastreios à doença a pessoas com hábitos tabágicos ou de consumo excessivo de álcool.
Em Portugal, os cancros de cabeça e pescoço são a quarta doença com maior incidência em indivíduos do sexo masculino, matando três portugueses por dia.