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Com a entrada em vigor do Estado de Contingência para a preparação do próximo outono e inverno, a pandemia do novo coronavírus continua no centro das atenções das autoridades centrais e, em especial, dos profissionais de saúde. Para o Presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos (SRNOM), António Araújo, este é o momento de cuidar de quem cuida, garantindo um Serviço Nacional de Saúde (SNS) estável e preparado para as adversidades.
A pandemia do novo coronavírus, responsável pela doença de COVID-19, continua a ser a principal preocupação de Portugal e do mundo. No início de agosto de 2020, já se contabilizavam mais de 22 milhões de pessoas infetadas e 778.557 mortes em 196 países. O surto, que começou em dezembro, na China, e em poucas semanas se espalhou pelo mundo, chegou a Portugal em março. Volvidos seis meses, já se confirmaram mais de 56 mil casos e mais de 1800 mortes, evidenciando-se um elevado risco de contágio e, principalmente, a exigência que a pandemia coloca sobre as instituições de saúde e seus profissionais.
O Prof. Dr. António Araújo conhece bem o cenário enfrentado pelos hospitais portugueses nestes últimos meses. Além de ser médico especialista em Medicina Interna e Oncologia, conjuga o seu trabalho clínico com a direção do Serviço de Oncologia Médica do Centro Hospitalar Universitário do Porto e, desde 2017, preside ao Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos (CRNOM). “É evidente que ninguém estava preparado para uma pandemia como esta”, começa por reconhecer o clínico, chamando a
atenção para as dificuldades sentidas em muitos outros países, não obstante a sua dimensão ou capacidade.
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