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As principais razões que os médicos invocam para não se fixarem no interior do país são o afastamento da família que essa opção implica e as expectativas de não-diferenciação profissional e de não-progressão na carreira, indica um estudo que esta segunda-feira foi divulgado no Porto.
Outro motivo que justifica o pouco interesse dos jovens médicos em ficar a viver longe dos grandes centros urbanos é “a falta de diversidade cultural e de lazer”, revela o estudo encomendado pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos (SRNOM) ao Instituto Politécnico de Bragança (IPB). O trabalho de investigação foi realizado a partir de uma amostra constituída por 1180 médicos inscritos na OM do Norte e que é maioritariamente feminina (62,3%).
“O estudo veio confirmar duas ou três coisas que já pressupúnhamos: os condicionalismos que os jovens médicos sentem para escolher o interior não têm directamente a ver com dinheiro”, explica o presidente da SRNOM, que lamenta que os incentivos que existem em Portugal para levar os profissionais a trabalhar no interior sejam "apenas financeiros e temporários, cerca de mais mil euros por mês durante três anos”. "Não são só as questões monetárias que levam um médico a mudar-se de trouxas e bagagens. O que os médicos querem é realizar-se profissionalmente e ter condições para ter consigo a família e criar os filhos", sintetiza António Araújo.
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