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Os médicos aprovam a aposta dos doentes em alertar a sociedade, mas pedem a validação pelo profissional. "A vacina previne a doença. As pessoas devem sempre dirigir-se ao médico que indicará se deve vacinar-se", afirma António Araújo, presidente da Pulmonale - Associação Portuguesa de Luta contra o Cancro do Pulmão. O médico, que preside à secção Norte da Ordem dos Médicos, aplaude a iniciativa da Respirar e considera que a vacinação dos adultos perdeu força com o desenvolvimento da medicina. "As doenças infecciosas foram diminuindo de prevalência e as pessoas acabam por descurar. Muitos adultos falham a vacina do tétano por esquecimento mas ela é importante e previne doenças fatais. Nos grupos de risco, como é o caso dos vulneráveis à pneumonia, a vacina previne internamentos e problemas graves", diz o professor no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar.
António Araújo realça que "é fundamental vacinar", consciente do movimento que existe, a nível internacional, a defender a não vacinação - esta foi uma questão que ganhou relevo nas últimas semanas devido ao surto de sarampo que atingiu a Europa [em Portugal há 21 casos confirmados e 15 em investigação, e uma morte] e em que uma elevada percentagem de quem apanhou a doença não estava vacinado.
"Deve-se ao facto da diminuição de incidência de certas doenças e de se basearem em argumentos não científicos. Tomam a decisão de não se vacinar e isso tem riscos. Acabam por surgir surtos de doenças", considera, apontando que a mobilidade no mundo faz aumentar o risco.
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