-
Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos
-
A SRNOM
-
Nacional
-
Espaços SRNOM
-
Lazer, cultura e bem-estar
-
Serviços
-
Rede de Apoio ao Conselho
Revista nortemédico
Newsletter
Legislação
Regulamento
O consumo de alimentos enriquecidos com ácido fólico está associado a uma menor taxa de malformações congénitas do coração, atesta um estudo publicado na revista “Circulation”.
O ácido fólico é especialmente importante para a rápida divisão celular e crescimento, nomeadamente quando o sangue está a ser formado, e na gravidez, quando o feto se está a desenvolver rapidamente. Deficiências em folato podem resultar em várias complicações, sendo as mais importantes os defeitos no tubo neural, como espinha bífida, bem como defeitos na coluna vertebral e da medula espinal nas crianças e anemia.
Neste estudo, os investigadores da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, analisaram, entre 1990 e 2011, os dados de mais de seis milhões de nascimentos. Para a análise foi tida em conta a idade materna, gravidezes múltiplas, complicações na gravidez, diagnóstico pré-natal e interrupções da gravidez.
O estudo apurou que o enriquecimento de alguns alimentos com ácido fólico estava associado a uma redução de 11% na taxa de cardiopatias congénitas. Verificou-se que os efeitos benéficos do ácido fólico foram apenas observados em alguns tipos de cancro.
Os investigadores verificaram que ocorreu uma redução de 27% no risco de anomalias conotruncais, de 23% no estreitamente da aorta e uma diminuição de 15% nos defeitos ventricular e atrial. Contudo, não se observaram alterações no que diz respeito à incidência de anomalias cromossómicas.
De acordo com os autores do estudo, estes resultados mostram que existe de facto uma associação entre o enriquecimento de alimentos com ácido fólico e a prevalência de subtipos de malformações congénitas do coração. “As associações foram mais fortes para as anomalias conotruncais e estreitamento da aorta e mais modestas para os defeitos do septo”, referiram, em comunicado de imprensa, os cientistas.
K.S. Joseph, um dos autores do estudo, chama assim a atenção para a importância da toma de ácido fólico para as mulheres que estão a tentar engravidar, uma vez que podem não receber a quantidade adequada de folato através da dieta. Apesar de o enriquecimento de alimentos com ácido fólico ter como objetivo a redução de defeitos do tubo neural, o estudo demonstrou que o ácido fólico pode ter também um efeito benéfico em alguns subtipos de malformações congénitas do coração, que coletivamente são mais comuns.
O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, nos EUA, recomenda que as mulheres tomem, por dia, 400 microgramas de ácido fólico pelo menos um mês antes de engravidar.