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Os idosos, tal como as crianças, também necessitam de ter assistência médica própria, defende o médico Gorjão Clara que alerta para a necessidade de a Geriatria ser implementada em Portugal face ao envelhecimento crescente da população.
“Hoje, a esperança de vida é muito mais alta do que era há 30 anos e os hospitais e os médicos têm que estar preparados para essa realidade que é diferente”, referiu o geriatra à agência Lusa.
Para o coordenador da Unidade Universitária de Geriatria da Faculdade de Medicina de Lisboa e coordenador do Núcleo de Estudos de Geriatria da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, o “grande desafio” é conseguir “otimizar a assistência aos idosos”.
Para isso, os idosos têm de ter “assistência própria”, uma assistência que “justifica a existência da geriatria”.
“Assim como as crianças têm que ter uma abordagem própria, porque as suas doenças são de determinado tipo e prevalência, e a maneira como devem ser tratadas tem de ser condicionada pela imaturidade do seu sistema biológico”, os idosos também necessitam, porque estão numa “fase tardia da evolução biológica”, que também condiciona a prevalência e a manifestação das doenças e a opção e abordagem terapêutica.
O médico referiu que é “um desafio enorme que se levanta a todos”, porque obriga “a refazer” as prioridades da medicina tradicional, que têm sido as pessoas de meia-idade.
Os idosos são hoje os “maiores consumidores de medicamentos” e os que estão internados nos hospitais em maior número, disse, advertindo que esta população está a crescer e a sociedade tem de preparar-se para isso.
Além da necessidade de se otimizar a assistência aos idosos, é necessário criar “condições sociais” que melhorem a sua qualidade de vida e que passam por adaptar as cidades e os hospitais a esta realidade.
As cidades deverão ter “pisos regulares para que o idoso não tropece e não caia”, bancos onde possam descansar, casas de banho próximas, sombras nas paragens dos transportes e escadas rolantes no metro até à superfície.