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A prática de exercício físico, de moderado a vigoroso, pode reduzir eficazmente o risco de morte após hospitalização por doença pulmonar obstrutiva crónica, conclui um estudo publicado na revista “ERJ Open Research”.
O estudo realizado pelos investigadores do Kaiser Permanente do Sul da Califórnia, nos EUA, vem mais uma vez comprovar que a atividade física deve ser utilizada para monitorizar e tratar os pacientes com doença pulmonar obstrutiva crónica.
Os pacientes com doença obstrutiva crónica podem ser hospitalizados se tiveram uma exacerbação dos sintomas. As taxas de readmissão e de mortalidade são elevadas após qualquer hospitalização inicial. Adicionalmente, os internamentos por exacerbações graves da doença pulmonar obstrutiva crónica são responsáveis por cerca de 70% dos custos de saúde associados à doença. Deste modo, é fundamental que os profissionais de saúde sejam capazes de identificar os pacientes com elevado risco de readmissão.
Para o estudo, os investigadores, liderados por Marilyn Moy, analisaram os registos médicos de 2.370 pacientes que tinham sido hospitalizados por doença pulmonar obstrutiva crónica durante um ano, tendo sido dada especial atenção à prática de exercício físico.
Os investigadores apuraram que os pacientes mais ativos apresentavam um risco 47% menor de morrerem nos 12 meses seguintes após a hospitalização por doença pulmonar obstrutiva crónica, comparativamente com os pacientes inativos. Adicionalmente verificou-se que os pacientes que eram ativos, mas em níveis insuficientes ainda tinham um risco 28% menor de morte, comparativamente com aqueles que não praticavam qualquer atividade física.
Os autores do estudo concluem que a monitorização dos níveis de atividade física pode ajudar os profissionais de saúde a identificar, monitorizar e tratar os pacientes com elevado risco de morte após hospitalização por esta doença pulmonar.
“Sabemos que a atividade física pode ter um efeito benéfico nos pacientes com doença pulmonar obstrutiva crónica. Estes resultados confirmam que pode também reduzir o risco de morte após hospitalização por exacerbação aguda dos sintomas. Os resultados também demonstram a importância da avaliação rotineira da atividade física nos cuidados de saúde para identificar os pacientes de elevado risco, como parte de uma estratégia mais abrangente para promover a atividade física neste tipo de população mais sedentária”, concluiu a investigadora.