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A Ordem dos Nutricionistas desenvolveu um catálogo inédito que inclui as nomenclaturas utilizadas na área da nutrição e dirigido aos profissionais de saúde que trabalham nesta área, tendo como objetivo padronizar os termos clínicos e, deste modo, melhorar os cuidados de saúde.
O primeiro Catálogo Português de Nutrição (CPN) foi desenvolvido pela Ordem dos Nutricionistas e pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), com o apoio da Direção-Geral da Saúde (DGS).
O catálogo contém uma tabela de nomenclaturas na área de nutrição, relacionados com diagnósticos e intervenções, estabelecendo e padronizando a terminologia clínica.
De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, este trabalho, que é inédito em Portugal, surgiu do reconhecimento da necessidade de uma terminologia padronizada na prática clínica das ciências da nutrição, para melhorar a segurança e a qualidade dos cuidados para os utentes e as condições da prática clínica entre os nutricionistas.
“A existência de padrões normalizados” na prática clínica são indispensáveis para a “otimização contínua dos cuidados de saúde”, consideram os nutricionistas.
Este instrumento de trabalho surge numa altura em que a nutrição ganha relevância no combate e na prevenção da maioria das doenças consideradas flagelos nos dias de hoje, tais como a doença cardiovascular, a doença oncológica, a obesidade e a desnutrição em grupos populacionais mais vulneráveis.
Assim, a Ordem dos Nutricionistas refere que é “fulcral o desenvolvimento de medidas que aumentem a eficácia da comunicação entre profissionais e para com os próprios cidadãos”.
“Graças à existência destes padrões para a representação da prática clínica das Ciências da Nutrição, existirá mais rigor, por exemplo, ao nível da normalização do registo clínico e da comunicação em equipas multidisciplinares”, acrescenta a Ordem.
O objetivo é que este catálogo seja adotado por todos os profissionais que exerçam a sua atividade na área clínica da nutrição e que seja também incluído nos softwares com que trabalham.
O catálogo poderá também facilitar a recolha de dados na área da nutrição entre populações, serviços de cuidados de saúde e regiões geográficas.