Data

12 Mai 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Cardiodesfibrilhador subcutâneo para prevenção da morte súbita foi implantado

Declarações de um especialista

Na semana passada foi implantado o primeiro cardiodesfibrilhador subcutâneo (CDI-S) para prevenção da morte súbita no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), num homem de 37 anos.

“O CDI Subcutâneo Emblem SICD é uma grande mais-valia para o doente, já que o implante não interfere com o tecido vascular e responde à necessidade do doente de forma menos invasiva. É menos traumático”, referiu o coordenador da Unidade de Pacing e Arritmologia do Serviço de Cardiologia do HESE, Dr. Pedro Dionísio, que realizou a cirurgia.

“Para o doente, sentir que o dispositivo está fora do coração e que cumpre na totalidade o que precisa, no caso desfibrilhar, é uma satisfação enorme”, disse o médico.

De acordo com o comunicado enviado à ALERT, uma vez que é um implante subcutâneo, menos invasivo, diminui o risco de complicações para o doente – como risco de endocardites, reposicionamento ou extração do elétrodo, ou lesões vasculares – e liberta tecido que pode ser necessário no futuro.

“Após o implante de um CDI-S, o paciente não tem limitações de movimento dos braços, o que não se verifica com um CDI Transvenoso. Adicionalmente, o novo sistema de CDI-S, Emblem SICD, é compatível com ressonância magnética, 1.5Tesla, corpo inteiro”, refere o comunicado.

O paciente que foi alvo da intervenção sofre de síndrome de Brugada (uma arritmia hereditária que pode conduzir à morte súbita) e tinha sido submetido a duas cirurgias anteriores relacionadas com um CDI Transvenoso de que era portador desde os 27 anos.

“Graças ao novo sistema totalmente subcutâneo (sem elétrodos intravasculares ou intracardíacos) eliminam-se as principais disfunções relativas aos eletrocateteres e podem abandonar-se definitivamente os antigos”, explicou o Dr. Pedro Dionísio.

A Implantação realizada em Évora contou também a colaboração do Dr. Diogo Cavaco (dos Hospitais de Santa Cruz e da Luz, em Lisboa) e do Serviço de Anestesia do HESE (Dr. Juan Moralejo).