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Investigadores americanos encontraram uma associação entre a obesidade e a formação de coágulos sanguíneos nas veias das crianças e adolescentes, dá conta um estudo na revista “Hospital Pediatrics”.
Apesar de a obesidade ser um fator de risco bem conhecido do tromboembolismo venoso nos adultos, estudos realizados em populações pediátricas deram origem a resultados pouco claros. Contudo, neste estudo os investigadores do Centro Médico Wake Forest Baptist, nos EUA, verificaram que a obesidade, determinada através do índice de massa corporal, era um fator capaz de prever a formação de coágulos na população jovem.
“Estes achados são importantes uma vez que a incidência do tromboembolismo venoso tem aumentado bastante nos últimos 20 anos e a obesidade infantil continua a ser altamente prevalente nos EUA”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Elizabeth Halvorson.
Para o estudo, os investigadores realizaram uma revisão dos dados dos pacientes do Hospital Pediátrico Wake Forest Baptist Brenner, entre janeiro de 2000 e setembro de 2012. Foram identificados 88 pacientes, com idades compreendidas entre os dois e os 18 anos, com casos confirmado de tromboembolismo venoso. Destes, 33 (37,5%) eram obesos, embora a maioria tinha fatores de risco conhecidos para a formação de coágulos sanguíneos.
Após terem ajustado outros fatores de risco, nomeadamente infeção sanguínea e tempo despendido numa unidade de cuidados intensivos, os investigadores apuraram que havia uma associação pequena mas estatisticamente significativa entre a obesidade e o tromboembolismo venoso, que pode conduzir a problemas de saúde agudos e crónicos caso não seja tratado.
Apesar deste estudo se ter baseado em dados de apenas uma instituição, na opinião dos investigadores este demonstra que há uma associação entre a obesidade e o tromboembolismo venoso nas crianças, a qual deve ser investigada com maior detalhe em estudos posteriores.