Data

10 Fev 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Longevidade pode ser aumentada com eliminação das células senescentes

Estudo publicado na revista ''Nature''

Investigadores americanos demonstraram que a eliminação das células senescentes (células que perderam a capacidade de se dividir e se acumulam ao longo da idade), pode aumentar a longevidade sem efeitos negativos adversos, dá conta um estudo publicado na revista “Nature”.
O estudo realizado pelos investigadores da Clínica Mayo, nos EUA, constatou que as células senescentes têm um impacto negativo na saúde e encurtam a longevidade dos ratinhos em cerca de 35%.
De acordo com um dos autores do estudo, Jan van Deursen, a senescência celular é um mecanismo biológico que funciona como “travão de emergência” e é utilizado pelas células danificadas para parar a divisão celular. Apesar de a interrupção da divisão celular destas células ser importante para a prevenção do cancro, há teorias que defendem que após o travão de emergência ter sido acionado, estas células deixam de ser necessárias.
O sistema imunológico elimina, de uma forma regular, este tipo de células, mas ao longo do tempo este processo torna-se menos eficaz e essas células começam a acumular-se. Por outro lado, as células senescentes produzem fatores que danificam as células adjacentes e causam inflamação crónica, que está estreitamente associada à fragilidade e doenças associadas à idade.
Para o estudo, os investigadores inseriram em ratinhos um gene que induziu as células senescentes a cometerem suicídio na presença de um fármaco denominado AP20187. Verificou-se que a remoção das células senescentes através deste método atrasou a formação dos tumores e reduziu a deterioração associada à idade de vários órgãos.
O estudo apurou também que os animais tratados viveram entre 17 a 35% mais tempo do que aqueles que não foram tratados. Observou-se também que estes animais tinham uma aparência mais saudável, com menores níveis inflamatórios no tecido adiposo, músculo e tecido renal.
"As células senescentes que se acumulam com a idade são prejudiciais, afetam negativamente os órgãos e tecidos, e, portanto, encurtam a longevidade, mas também encurtam a fase saudável da vida", referiu o investigador.
Os investigadores sugerem que se estes achados também se comprovarem em humanos, a remoção das células senescentes pode ajudar não só a aumentar a longevidade das pessoas, como também a aumentar o tempo em que estas permanecem saudáveis.