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Uma investigadora da Universidade do Minho (UMinho) recebeu uma das mais prestigiadas bolsas na investigação em saúde mental, e pretende identificar novos biomarcadores do declínio cognitivo inerentes ao envelhecimento, neurodegeneração e exposição ao stress crónico, anunciou aquela instituição.
Num comunicado ao qual a agência Lusa teve acesso, a academia minhota referiu que a bolsa atribuída a Neide Vieira, de 32 anos e a fazer o pós-doutoramento no Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS), na Escola de Medicina da Universidade do Minho, em Braga, distingue os jovens investigadores "mais promissores do mundo" naquela área de estudo.
A investigadora pretende "apoiar novas estratégias para prevenir, retardar e reduzir" o declínio cognitivo.
"Os mecanismos moleculares subjacentes ao envelhecimento e as doenças associadas, como as neurodegenerativas, não são ainda completamente conhecidos. Acredita-se que se prendam em parte com a desregulação do equilíbrio proteico no interior das células, ou seja, que diferentes proteínas se apresentem em maior ou menor quantidade, conduzindo a uma disfunção celular", explicou Neide Vieira no comunicado.
A UMinho explica que "o estudo das proteínas envolvidas na manutenção daquele equilíbrio é, por isso, essencial" pelo que um dos objetivos da investigação de Neide Vieira é "compreender como a expressão e função de certas proteínas muda durante o envelhecimento e na presença de fatores ambientais de risco".
A investigadora pretende avaliar "de que forma estas alterações podem afetar negativamente o sistema nervoso central, nomeadamente a memória e a aprendizagem, através da desregulação da neurotransmissão".
A "NARSAD Young Investigator Grant" foi atribuída pela Brain & Behavior Research Foundation, EUA, a entidade que mais apoia a pesquisa em neurobiologia no mundo, tendo o júri de avaliação incluído dois Prémios Nobel.