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Uma empresa do Porto desenvolveu uma tecnologia que permite aos pacientes fazer fisioterapia em casa, tornando a reabilitação mais cómoda e eficaz, reduzindo o tempo de recuperação e proporcionando mais horas de exercícios sem aumentar custos.
Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, a Sword Arya pode ser vista como um terapeuta digital que, a partir de um sistema de quantificação, analisa os movimentos feitos pelos pacientes e dá-lhes informações como se de um humano se tratasse.
Os utilizadores colocam os sensores nos membros que vão exercitar e registam-se na aplicação, que lhes vai indicar quais os exercícios que devem ser feitos, acompanhando-os ao longo do treino e dando indicações sobre os movimentos realizados.
Esta tecnologia fornece 'feedback' dos exercícios também às equipas clínicas que acompanham o paciente, quer seja no hospital, no centro de reabilitação ou à equipa de fisioterapeutas do Sword Arya, podendo estas avaliar o desempenho do paciente, alterar o programa e deslocar-se às suas casas sempre que haja necessidade para tal.
De acordo com o Virgílio Bento, engenheiro eletrónico que lidera a equipa, a aplicação pode ser utilizada por pacientes em casos de recuperação após um acidente vascular cerebral (AVC), reabilitação do joelho, da anca, do ombro e prevenção pós-quedas.
A tecnologia desenvolvida no Porto já está nos Estados Unidos, através de uma rede de clínicas de fisioterapia. Atualmente, a equipa da Sword Arya está a negociar a entrada em quatro hospitais na China, país onde "há um terapeuta para cada cem mil pessoas".
A ideia para a criação do terapeuta digital surgiu a partir de uma história pessoal. Quando era jovem, o irmão de Virgílio Bento ficou em coma durante um ano, depois de ter sido vítima de um atropelamento, e este assistiu, "na primeira pessoa", à dificuldade em aceder a uma terapêutica de reabilitação eficaz, principalmente "inacessível" a quem não tem recursos financeiros como a sua família tinha.
"Os meus pais, que eram ambos professores, por verem que não havia a disponibilidade de recursos humanos e a disponibilidade do centro de reabilitação em providenciar ao meu irmão mais horas de reabilitação por dia, assumiram o papel de terapeuta, o que fez com que a intensidade terapêutica fosse maximizada, tendo acelerado a sua recuperação", referiu.