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Os pacientes devem poder escolher livremente o local onde querem ser tratados e os profissionais de saúde devem aprender a explicar com clareza aos doentes, através de uma linguagem comum, a sua situação, defende um estudo sobre o cancro.
O estudo intitulado “Cancro 2020: Podemos fazer (ainda) melhor” que foi apresentado ontem em Lisboa é um projeto promovido pela Escola Nacional de Saúde Pública, da Universidade Nova de Lisboa, e resulta da análise de um conjunto de especialistas em saúde e peritos nacionais.
“Pretendemos contribuir para a redefinição dos modelos organizacionais e de financiamento, numa altura em que a eficiência do Serviço Nacional de Saúde (SNS) depende da capacidade das instituições para trabalharem em conjunto, numa estratégia verdadeiramente orientada para as necessidades dos doentes e para a criação de valor em saúde”, referiu à agência Lusa Rute Simões Ribeiro, a investigadora principal do estudo.
A quarta edição deste “Think Tank” focou-se em duas doenças oncológicas das mais prevalentes em Portugal e no mundo, o cancro da mama e o cancro colorretal.
Os especialistas defendem que os pacientes possam escolher livremente onde querem ser tratados e deixa uma recomendação aos profissionais de saúde: “Devem aprender a explicar com clareza aos doentes a sua situação, usando linguagem comum”.
Entre as várias conclusões do estudo consta a de que “as instituições devem ser organizadas em função e benefício do doente”.
“Todos os doentes devem receber a mesma qualidade de tratamento, independentemente do hospital onde são seguidos”, defendem os especialistas.
Na opinião destes peritos, todos os doentes devem ser ouvidos e avaliados por equipas multidisciplinares, defendendo ainda a existência de uma “rede de cuidados de excelência”.