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O número de europeus que sofrem de alergia ao pólen de ambrósia pode duplicar até 2050 devido às alterações climáticas. O estudo publicado na revista “Environmental Health Perspectives” conclui que este número pode chegar aos 77 milhões em vez dos atuais 33 milhões.
A ambrósia, uma planta invasora originária da América do Norte, cujo pólen provoca fortes alergias, está já muito presente no centro e no sul da Europa. Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, a alergia à ambrósia faz parte das alergias aos pólenes ou alergias sazonais que afetam já, em graus diferentes, perto de 40% dos europeus.
Estas alergias podem ser provocadas pelos pólenes de algumas árvores (bétula, acipreste, entre outras) na primavera e depois, no verão e no outono, pelos pólenes de gramíneas ou de ervas daninhas.
“É o primeiro estudo destinado a quantificar o eventual impacto das alterações climáticas nas alergias”, referiu o líder da investigação, Iain Lake.
Para o estudo, os investigadores basearam-se em projeções que mostram que os pólenes de ambrósia irão, no futuro, estender-se a outros países europeus, como a Alemanha ou a Polónia.
De acordo com os investigadores, dois terços do aumento podem ser atribuídos às mudanças climáticas, ao passo que o restante terço se explica pela propagação natural da planta invasora.
Contudo, se forem adotadas medidas para combater a ambrósia, o número dos alérgicos poderá cair para 52 milhões em 2050 ou, pelo contrário, aumentar para 107 milhões se a propagação ocorrer mais rapidamente que o previsto, observou, por sua vez, uma investigadora da Universidade de Viena, Michelle Epstein.
No futuro, a investigadora prevê um agravamento dos sintomas de alergia à ambrósia, devido a uma mais forte concentração de pólenes e de uma “época” mais longa que a atual, estendendo-se de meados de setembro a meados de outubro.
A planta, que pode atingir 1,80 metros, é extremamente resistente, adapta-se a quase todos os solos, não teme a seca e produz sementes que podem manter-se viáveis durante mais de dez anos na terra.