Data

11 Jul 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





Partilhar
Partilhar no Facebook Partilhar no Twitter



Projeto para combater infeções foi premiado

Prémio Inovação Bluepharma/Universidade de Coimbra

Um projeto desenvolvido pelos investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) de Coimbra venceu o prémio Inovação Bluepharma/Universidade de Coimbra.

O projeto desenvolvido pelos investigadores Lino Ferreira e Akhilesh Rai e denominado “Bug-killer” consiste numa plataforma de nanomedicina para combater infeções microbianas e promover a regeneração de tecidos.

Ao longo da cerimónia de entrega do prémio, Lino Ferreira referiu, em declarações à agência Lusa, que o projeto pretende desenvolver “uma nova formulação biomédica, que associa propriedades antimicrobianas e pró-regenerativas, com elevada eficácia antimicrobiana e propriedades angiogénicas e imunomoduladoras”.

A formulação tem como objetivo dar resposta a “um grande problema de saúde pública a nível mundial, relacionado com a falta de novos fármacos para combater infeções microbianas e um crescente número de fenómenos de resistência aos antibióticos”.

Segundo a notícia avançada pela Lusa, os dois investigadores distinguidos acreditam que o seu projeto virá a merecer o investimento total de 50 mil euros, pois, para além de já ter a patente registada, acaba de receber, com esta distinção, mais uma validação.

Lino Ferreira referiu que os testes clínicos poderão “começar daqui a dois/três anos”. No entanto, estes poderão estar condicionados por fatores como a existência de recursos económicos.

O júri do prémio, constituído por Carlos Faro, do Biocant, Luís Almeida, da Blueclinical, Sérgio Simões, da Bluepharma, e de Miguel Botto, da Portugal Ventures, para além de Seabra Santos, decidiu também atribuir três menções honrosas a outros tantos projetos, para destacar “o elevado mérito científico de que se revestem”, mas “todos os trabalhos concorrentes foram avaliados de forma extremamente positiva”, disse o antigo reitor da UC.

Estes trabalhos científicos também são de “excelência, a nível internacional, na área das ciências da saúde”, apresentam “elevado potencial de transformação em produtos ou serviços” e possuem “real interesse para a sociedade”, de acordo com os pressupostos do prémio.