Data

29 Abr 2020



Fonte

Observador





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Comida servida em plástico, desinfeção em zona neutra e controlada, trocas a cada 3 horas. No interior do Hospital de Campanha do Porto

É uma sala de espetáculos, mas tem agora outra missão: acolher doentes Covid-19 assintomáticos. Há uma nova estrutura, voluntários, mas também a esperança de que as 320 camas não sejam preenchidas.

De rádio na mão, e com o som a emitir as mais diversas conversas que incluem expressões como “zona vermelha” e “zona verde”, António Araújo circula pelos corredores do Pavilhão Rosa Mota/Super Bock Arena e verifica se tudo está a correr conforme o planeado. Nas paredes, as placas que indicavam a zona dos camarins da maior sala de espetáculos portuense têm agora a informação de balneários para equipas médicas, bombeiros e polícia, há novos espaços que acolhem a zona da farmácia e de armazém e a plateia transformou-se quase num labirinto de enfermarias. Porque também o público agora é outro.

Tudo o que é decidido e tudo o que é planeado para acontecer neste pavilhão passa também pelo presidente da Secção Regional Norte da Ordem dos Médicos. Nos últimos tempos, António Araújo tem-se dedicado a coordenar este espaço que desde a semana passada está adaptado para uma nova missão: ser um hospital de campanha para doentes com Covid-19, o primeiro hospital do género a ser montado no país para acolher pessoas infetadas. Antes, houve horas seguidas de recolha de informação e planeamento do espaço para que nada falhe em termos de segurança e para que não se caia no erro cometido por alguns hospitais de campanha montados lá fora, alguns bem graves conhecidos, como aconteceu em Espanha.

“Foi preciso criar uma estrutura toda de início”, conta António Araújo ao Observador, enquanto percorre o pavilhão quase de uma ponta à outra, entre viagens de elevador e sempre atento ao som que sai do pequeno rádio que leva na mão. Em duas semanas, e com a organização da Câmara Municipal do Porto, o exército português entrou por ali dentro para montar camas, equipamentos médicos e estruturas, com o objetivo de ajudar a aliviar a pressão sentida em três hospitais do Grande Porto — o Hospital de São João, o Hospital de Santo António e, mais tarde, o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho.

 

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