Data

02 Fev 2018



Fonte

Público





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Bragança quer captar médicos jovens e aproximar população dos serviços de saúde - Público

Como fixar jovens profissionais no interior do país? Tema marcou a visita do secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde visitou, na manhã desta sexta-feira, o serviço de urgência e o serviço de cuidados intensivos do Hospital de Bragança e ficou “impressionado” com a “resposta de qualidade para os cidadãos de Bragança”. “Não vimos doentes à espera nos corredores. E vimos uma equipa médica bem motivada, integrada”, argumentou Fernando Araújo. Mas se a visita encontrou profissionais tranquilos, a discussão que reuniu diversos dirigentes do Ministério da Saúde e de outras instituições tocou em vários pontos sensíveis: a escassez de profissionais do sector, no interior do país, e a necessidade de serem criadas novas estratégias para fixar jovens médicos em regiões como o distrito de Bragança, que possui uma população especialmente dispersa e idosa.

Para além da falta de médicos, o aumento da idade média destes profissionais é outra das preocupações. “Num prazo de quatro a seis anos, muitos destes médicos irão para a reforma”, alertou António Araújo, presidente da secção do Norte da Ordem dos Médicos. Por isso, o conselho regional do Norte da Ordem dos Médicos pediu ao Instituto Politécnico de Bragança um estudo sobre as expectativas e incentivos que podem levar os jovens médicos a optar pelo interior. As conclusões vão ser apresentadas no final de Maio.

António Araújo reforça que a captação dos trabalhadores “não pode passar só pelo aumento salarial”: “As pessoas só escolhem o interior do país se sentirem que têm projectos de vida profissional e pessoal.” E esse é um esforço que deve vir não só da tutela, mas também das autarquias, acrescenta.

 

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