Data

27 Nov 2017



Fonte

Correio do Minho





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Estes jovens médicos são essenciais para o nosso sistema nacional de saúde

O Bastonário da Ordem dos Médicos apelou ontem ao governo para integrar os novos médicos que concluem agora os seus cursos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) “para conseguirmos manter aquilo que é a nossa capacidade de inovação e a nova medicina”. Miguel Guimarães, que participou na cerimónia de Juramento de Hipócrates de 201 novos médicos, no Theatro Circo, afirmou que SNS apresenta “graves deficiências”, traduzidas pela falta de especialistas em todas as áreas e que, nesse sentido, “estes jovens são essenciais para o nosso serviço público de saúde”.

“Diria que todos eles, se assim o entenderem e for o seu desejo, podem ficar a trabalhar em Portugal sem precisarem de sair do país”, apontou o bastonário no início da cerimónia, acrescentando que existem apenas 18 mil especialistas a trabalhar no serviço público, decorrendo daí a necessidade de integrar estes jovens médicos “logo que terminem a sua especialidade”.

Miguel Guimarães sublinhou também a necessidade do governo criar incentivos para não deixar os novos médicos optarem pelo sector privado, não só no nosso como em outros países.

“Muitas vezes estes jovens acabam por escolher os locais que lhes oferecem melhores condições de trabalho, porque lhes proporcionam uma formação contínua, mais dias de férias, mais possibilidades de desenvolverem um projecto pessoal na sua área”, continua o responsável da Ordem dos Médicos. E acrescenta: “os nossos governantes têm de estar atentos. Uma das grandes prioridades que o nosso país tem é de ficar com os jovens que vai formando, nas várias áreas”, prossegue Miguel Guimarães, considerando que o país investe milhões de euros na formação de novos quadros, mas se não os conseguir fixar está a “perder o investimento adicional” que é o valioso contributo que eles podem dar para o crescimento do país.

Também presente nesta cerimónia de Juramento de Hipócrates, António?Araújo, presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos realçou os “tempos extremamente conturbados” que os jovens médicos terão de enfrentar neste início de carreira, apelando à sua resiliência para os ultrapassar.

António Araújo diz que fruto “do número exagerado” de alunos de Medicina que entraram para os cursos últimos anos “não conseguimos assegurar a sua formação pós-graduada”.

O responsável defende, por isso, a descida de numerus clausus, medida que, admite, tem sido muito difícil de aplicar, desde logo porque as universidades são financiadas pelo número de alunos que ingressam nesses cursos.

 

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