Data

26 Set 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Genes não são culpados pela dificuldade em perder peso

Estudo publicado no ''British Medical Journal''

Apesar de os genes poderem estar associados a um maior peso e aumento do risco de obesidade, não são os culpados pelo insucesso da perda de peso, sugere um estudo publicado no “British Medical Journal”.

Os portadores dos genes FTO são conhecidos por pesarem, em média, mais 3 quilos e terem um risco 70% maior de serem obesos. Contudo, os investigadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, concluíram que este gene não impede os portadores de perderem peso.

Para o estudo, os investigadores, liderados por John Mathers, fizeram uma revisão sistemática que incluiu dados de 9.563 adultos que tinham ingressado num ensaio de perda de peso controlado.

Os investigadores constataram que a variante de risco do gene FTO não tinha qualquer efeito na perda de peso. “Estamos contentes por ter verificado que os indivíduos com a variante de risco do FTO respondem tão bem às intervenções de perda de peso quanto a restante população”, revelou, em comunicado de imprensa, o investigador.

De acordo com John Mathers, estas são notícias importantes para os indivíduos que estão a tentar perder peso, pois significa que a dieta, a atividade física ou o plano de perda de peso baseado em fármacos funcionam também nos indivíduos portadores das variantes de risco do gene FTO.

Os investigadores também verificaram que as intervenções de perda de peso para os portadores da variante de risco do gene FTO eram semelhantes para os homens e mulheres, indivíduos mais velhos ou mais novos e ainda para pessoas de etnias diferentes.

Alison Tedstone, nutricionista chefe da agência pública Saúde Publica de Inglaterra, referiu que as causas da epidemia da obesidade são múltiplas e complexas, mas a evidência atual sugere que há uma baixa relação com o perfil genético.

Mathers conclui que “não podemos mais culpar os nossos genes. O nosso estudo demonstra que melhorar a dieta e ser fisicamente mais ativo poderá ajudar a perder peso, independentemente da constituição genética”.