Data

14 Out 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Dieta rica em proteínas anula efeitos metabólicos benéficos da perda de peso

Estudo publicado na revista ''Cell Reports''

Alguns indivíduos consomem uma quantidade extra de proteínas para controlar a fome e para impedir a perda de tecido muscular, que muitas vezes ocorre com a perda de peso. Contudo, um estudo publicado na revista “Cell Reports” concluiu que a ingestão excessiva de proteínas elimina um dos benefícios da perda de peso, a melhoria da sensibilidade à insulina, que é fundamental para diminuir o risco de diabetes.

A sensibilidade à insulina é um bom marcador da saúde metabólica, que melhora normalmente com a perda de peso. De facto, os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos EUA, verificaram que as mulheres que perderam peso e que consumiram menos proteínas apresentaram uma melhoria de cerca de 25 a 30% na sensibilidade da insulina.

Para o estudo, os investigadores, liderados por Bettina Mittendorfer, contaram com a participação de 34 mulheres obesas que tinham entre 50 a 65 anos. Apesar de todas terem um índice de massa corporal (IMC) acima de 30 (indicativo de obesidade significativa), nenhuma tinha diabetes.

Ao longo de 28 semanas, as participantes foram divididas em três grupos distintos. No grupo de controlo, foi solicitado que as mulheres mantivessem o peso. No outro grupo, as participantes foram convidadas a adotar uma dieta para perda de peso que incluía a ingestão de 0,8 gramas de proteína por quilograma de peso. No caso de uma mulher com 55 anos com cerca de 80 kg de peso, tal corresponderia a um consumo de 65 gramas de proteína por dia.

No terceiro grupo, as participantes adotaram também uma dieta para perda de peso, mas aumentaram o consumo de proteína para 1,2 gramas por quilograma de peso corporal. Deste modo, o consumo de uma mulher com a mesma idade e peso corresponderia a 100 gramas diárias de proteína.

Os investigadores focaram-se na quantidade de proteína, uma vez que se acredita que o consumo aumentado de proteínas por mulheres pós-menopáusicas ajuda a preservar o tecido magro, impedindo a perda exagerada de massa muscular.

O estudo apurou que as mulheres que ingeriram a quantidade de proteína recomendada foram as que tiveram maiores benefícios no metabolismo, tendo conseguido uma melhoria de 25 a 30% da sensibilidade à insulina. Esta melhoria diminui o risco da diabetes e doença cardiovascular. Por outro lado, as mulheres que ingeriram maiores quantidades de proteína não apresentaram as mesmas melhorias.

Bettina Mittendorfer referiu que a quantidade de proteína consumida tem, de facto, um efeito considerável nos benefícios metabólicos, uma vez que os dados deste estudo revelaram que os benefícios metabólicos decorrentes da perda de peso foram completamente anulados nas mulheres que consumiram uma dieta rica em proteínas, apesar de terem perdido a mesma quantidade de peso.