Data

14 Out 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Antiasmático pode impedir doença hepática

Estudo publicado na revista ''Hepatology''

Um fármaco utilizado na prevenção das alergias e asma poderá ter uma ação preventiva na doença hepática e reduzir a necessidade de transplantes, sugere um estudo publicado na revista “Hepatology”.

O estudo liderado pelos investigadores do Instituto de Investigação Baylor Scott, nos EUA, apurou que o cromoglicato de sódio bloqueia várias células que desencadeiam a fibrose hepática, que nos casos avançados pode conduzir à cirrose.

Estes achados podem ter principalmente impacto para os indivíduos com colangite esclerosante primária, uma doença crónica que danifica os ductos biliares e provoca sérios danos no fígado. Atualmente não existem tratamentos eficazes e os pacientes têm poucas opções para além do transplante de fígado.

No estudo, os investigadores focaram-se nos mastócitos, células que são conhecidas por se infiltrarem após danos no fígado e libertarem histamina, o que, consequentemente, causa fibrose. Através da utilização de um modelo animal que mimetiza a colangite esclerosante primária nos humanos, os investigadores constataram que o fármaco bloqueava com sucesso a histamina, que, por sua vez, reduzia a fibrose.

A colangite esclerosante primária, que causa tumefação e cicatrizes no fígado, devido a lesões ou consumo excessivo de álcool, é normalmente diagnosticada por volta dos 30, 40 anos. Ao longo do tempo, esta doença pode conduzir à insuficiência hepática, infeções ou tumores.

De acordo com Gianfranco Alpini, diretor do Centro de Investigação da Doença Digestiva do Instituto de Investigação Baylor Scott, este estudo é muito importante e abre novas vias para o tratamento da colangiopatia.

No caso de estes achados serem confirmados, os pacientes poderão tomar cromoglicato de sódio, que também é utilizado para tratar a síndrome do cólon irritável, uma vez que, devido à sua capacidade para bloquear a histamina, pode impedir a progressão da fibrose. Isto pode, em última análise, diminuir a necessidade de transplantes hepáticos e potencialmente reduzir as listas de espera de transplantes.