Data

06 Out 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Ambiente estimulante diminui risco de infeções?

Estudo publicado na revista ''Frontiers in Immunology''

Viver num ambiente estimulante pode reduzir o risco de infeções ao melhorar a resposta do sistema imunitário, defende um estudo publicado na revista “Frontiers in Immunology”.

Pouco se sabe sobre como os fatores ambientais influenciam o sistema imunológico. Contudo, tem sido proposto que a poluição, localização, estado psicológico e social são determinantes no desenvolvimento de doenças autoimunes.

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Queen Mary de Londres, no Reino Unido, constataram que um ambiente rico influencia a função dos linfócitos T, um tipo de células imunitárias que são essências para a imunidade e que estão envolvidas no VIH, artrite reumatoide e outras doenças crónicas.

Para o estudo, os investigadores colocaram ratinhos em ambientes normais ou “enriquecidos” ao longo de duas semanas. O ambiente normal consistia numa gaiola com serrim e material de nidação. De forma a proporcionar um ambiente mais rico a nível sensorial, o ambiente “enriquecido” era composto por uma gaiola mais ampla e continha aparas de madeira e brinquedos, incluindo uma caixa colorida, um tubo de tecido e uma roda de corrida.

Fulvio D'Acquisto, o líder do estudo, explicou que foi como colocar os animais num ambiente de resort de férias ao longo de suas semanas, deixando-os disfrutar do seu ambiente novo e estimulante.

Após duas semanas de contacto com os dois ambientes, os investigadores isolaram os linfócitos T dos animais e estimularam-nos com um agente que mimetiza uma infeção. Verificou-se que os linfócitos T dos ratinhos que permaneceram num ambiente mais rico produziam níveis mais elevados de duas moléculas sinalizadoras, a interleuquina (IL)-10 e IL-17, comparativamente com o outro grupo de ratinhos. Isto significa que os linfócitos T dos ratinhos que habitaram o ambiente mais rico estavam mais bem preparados para combater infeções.

O estudo apurou ainda que os linfócitos T destes animais apresentaram um aumento na expressão de 56 genes, muito dos quais estavam envolvidos no combate de infeções e na promoção da cura.

O investigador conclui que apesar de os resultados necessitarem de ser testados em humanos, estes sugerem que a eficácia dos tratamentos farmacêuticos pode ser aumentada através da alteração das condições ambientais.