Data

02 Nov 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





Partilhar
Partilhar no Facebook Partilhar no Twitter



Investigadores do i3S juntam-se à elite europeia da investigação

Equipa portuguesa integrou a European Lead Factory

Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, que integram o grupo de investigação “Parasite Disease”, são a primeira equipa portuguesa a integrar a European Lead Factory (ELF), juntando-se assim à elite europeia da investigação.
Segundo a notícia avançada pelo sítio da Universidade do Porto, os cientistas identificaram uma enzima essencial para a sobrevivência e virulência do parasita responsável pela leishmaniose e apresentou uma proposta que foi selecionada pela ELF, uma plataforma que agrega bibliotecas de compostos (mais de 400 mil) e que permite fazer uma triagem em larga escala.
O grupo, liderado pela investigadora Anabela Cordeiro da Silva, vai ao final de um ano receber uma lista com as 50 moléculas mais ativas e mais promissoras com capacidade de inibir a função da enzima que identificaram inicialmente.
Segundo Joana Tavares, uma das investigadoras do projeto, o objetivo é encontrar compostos com atividade antiparasitária e que possam ser, no futuro, usados para produzir medicamentos.
Até agora, os inibidores que o grupo já encontrou “apresentam toxicidade. Até funcionam nos ratinhos, mas não reúnem as características necessárias para poderem avançar à fase seguinte”, acrescenta Joana Tavares.
A cientista refere que com a ELF “temos esperança de encontrar compostos mais potentes, mais seletivos, menos tóxicos e alargar as opções terapêuticas disponíveis. Como não existe nenhuma vacina contra a leishmaniose para uso humano, o controlo da doença é efetuado exclusivamente através de medicamentos. Contudo, o repertório de fármacos disponível é muito restrito e apresenta inúmeras limitações, nomeadamente, efeitos adversos e resistências”.
As investigadoras estão animadas com a escolha da ELF e acreditam que as circunstâncias atuais também ajudaram. “Existe ultimamente uma maior sensibilidade para estas doenças”, referiu Anabela Cordeiro da Silva.
Segundo a notícia avançada pela Universidade do Porto, “a leishmaniose é uma doença causada pelo parasita Leishmania. É classificada como uma doença negligenciada encontrada em países tropicais, subtropicais e do sul da Europa. A infeção é transmitida através da picada de pequenas moscas da areia que se alimentam de sangue e que estão infetadas. Entre as várias formas de leishmaniose, a leishmaniose visceral é a forma mais grave da doença, que é fatal quando não é tratada”.