Data

23 Nov 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Instituto Português de Oncologia do Porto tem um novo acelerador linear

Equipamento vai permitir uma maior oferta na qualidade

Esta semana o Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto inaugurou um novo acelerador linear que vai permitir uma “maior oferta na qualidade” do serviço prestado, disse o presidente do conselho de administração.
“Não teríamos necessidade de comprar este aparelho se não fosse para aumentar a qualidade. A nossa grande mensagem é que os cidadãos se devem empenhar num diagnóstico precoce”, disse Laranja Pontes aos jornalistas após a inauguração do novo aparelho, o nono da instituição, mas um modelo de última geração que representou um custo de cerca de cinco milhões de euros.
Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, afirmou que com este investimento no IPO do Porto, em conjunto com o que está a ser feito em Coimbra e no futuro em Lisboa, significa que Portugal vai ter “até 2019 qualquer coisa como 100 milhões de euros dedicados à área do cancro”.
“Este é um bom sinal de que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está vivo, de que o esforço de investimento está presente, vai ser muito reforçado nos próximos anos e, portanto, é a confiança que podemos dar aos portugueses de que o SNS está apto a responder às maiores exigências que se colocam, nomeadamente numa doença que hoje causa tanta preocupação”, disse o ministro.
Adalberto Campos Fernandes recordou que o SNS vai fechar 2016 com mais três mil profissionais e que, no total do ano, vão estar aprovados 50 novos medicamentos, “dos quais uma parte significativa está destinada ao tratamento do cancro”.
“Estamos a reconstruir, a recuperar e a reorientar o SNS. Como tenho dito, não nos peçam para fazer num ano aquilo que é impossível do ponto de vista material fazer num ano, mas deixem-nos comparar no final da legislatura o SNS com o que existia no final do ano passado”, disse.
Relativamente ao novo acelerador linear, a diretora do serviço de Radioterapia, Luísa Carvalho, afirmou que “não traz verdadeiramente nada de novo a não ser que é o último da sua geração”, sendo possível realizar tratamentos de forma mais rápida e precisa.