Data

22 Nov 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Gravidez depois dos 35 melhora saúde cerebral

Estudo publicado no ''Journal of the American Geriatrics Society''

As mulheres têm uma melhor saúde cerebral após a menopausa se tiverem tido o último filho depois dos 35 anos, se utilizarem contracetivos hormonais durante mais de dez anos ou começaram a ter o período menstrual antes dos 13 anos, sugere um estudo publicado no “Journal of the American Geriatrics Society”.
Para estudo, os investigadores da Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA, contaram com a participação de 830 mulheres que tinham, em média, 60 anos. As mulheres foram submetidas a vários testes, que incluíram a avaliação da memória verbal (recordar uma lista de palavras), rapidez psicomotora, atenção e concentração, planeamento, perceção visual e memória.
O estudo apurou que as mulheres pós-menopáusicas que estiveram grávidas pela última vez após os 35 anos tinham melhor memória verbal. Aquelas que tiveram a primeira gravidez aos 24 anos ou mais apresentavam uma melhor função executiva, que inclui controlo de atenção, memória de trabalho, raciocínio e resolução de problemas.
Os investigadores verificaram também que uma vida reprodutiva mais longa, o tempo entre o primeiro e o último período menstrual, era benéfica para a função executiva.
Roksana Karim, um das autoras do estudo, explica que quando o período menstrual começa cedo significa que há uma maior quantidade de hormonas sexuais a ser produzidas pelos ovários. Como as raparigas começam a receber níveis hormonais ótimos cedo, é possível que as estruturas cerebrais se desenvolvam melhor, comparativamente com aquelas expostas a níveis de estrogénio associados aos períodos menstruais numa idade mais avançada.
O estudo apurou também que a toma de contracetivos hormonais ao longo de pelo menos dez anos era benéfica para a memória verbal e capacidade de raciocínio crítico. A investigadora explica que a toma de contracetivos mantém e sustém um nível estável de hormonas sexuais na corrente sanguínea.
Por outro lado, as mulheres que não tiveram uma gravidez de termo e aquelas que tiveram dois filhos apresentaram uma melhor capacidade cognitiva, memória verbal e função executiva comparativamente com as mulheres que tiveram apenas uma criança.
Wendy Mack, outra autora do estudo, referiu também que, no geral, estes resultados são intrigantes e são suportados por outros estudos clínicos realizados em animais.
Roksana Karim conclui que apesar de não ser recomendável que as mulheres esperem até aos 35 anos para ter filhos, o estudo sugere que há uma associação positiva entre uma idade mais avançada na última gravidez e melhor função cognitiva anos mais tarde.