Data

30 Nov 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





Partilhar
Partilhar no Facebook Partilhar no Twitter



Desenvolvida aplicação móvel para diabéticos

Projeto da Universidade do Porto

Investigadores da Universidade do Porto (UP) estão a desenvolver uma aplicação para Android, MyDiabetes, para ajudar os diabéticos do tipo I, dependentes de insulina a gerir a patologia.
A aplicação móvel desenvolvida pela equipa liderada por Pedro Brandão, professor auxiliar no Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e investigador do polo do Porto do Instituto de Telecomunicações (IT-Porto), permite ao paciente o registo diário dos níveis de glicemia, tomas de insulina, refeições, exercício físico e stress, entre outros dados clinicamente relevantes.
Segundo a notícia avançada pelo sítio da UP, em breve, a aplicação, que será testada junto dos utentes do Serviço de Endocrinologia do Hospital São João, incluirá também conselhos aos utilizadores e padrões que indicam desvios do controlo da doença.
“Isto poderá refletir-se em avisos ao paciente sobre o padrão ou mesmo em novos conselhos que são criados baseados nas regras médicas” refere Pedro Brandão sobre aquela que é uma das principais inovações da aplicação face a outras existentes no mercado.
“O projeto, intitulado ‘Smart Diabetes Self-Management Care’, tem sido desenvolvido no âmbito de mestrados e de um projeto interno do IT, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Da equipa de desenvolvimento fazem ainda parte João Fonseca, investigador do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) e professor da Faculdade de Medicina da UP (FMUIP), os investigadores e especialistas em Ciências da Computação, Vítor Costa, Miguel Coimbra e Inês Dutra (FCUP, IT e INESC TEC), dois médicos e um enfermeiro do Hospital São João.
Segundo o comunicado da UP, a diabetes continua a afetar um número crescente de pessoas em todo o Mundo. Em Portugal, dados de 2011 apontam para que a doença atinja 13% da população entre os 20 e os 79 anos de idade.