Data

20 Jun 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Enxaquecas e flutuações do estrogénio estão associadas?

Estudo publicado na revista ''Neurology''

Nas mulheres com antecedentes de enxaqueca, os níveis de estrogénio podem cair mais rapidamente comparativamente com aquelas sem antecedentes desta condição, sugere um estudo publicado na revista “Neurology”.
A enxaqueca é a terceira doença mais prevalente no mundo. Contudo, as mulheres são três vezes mais propensas a sofrer de enxaqueca do que os homens. A comunidade científica acredita que esta maior propensão é provavelmente devida a fatores biológicos e psicossociais.
No entanto, uma vez que esta diferença de género é mais pronunciada nas mulheres em idade reprodutiva, muitos cientistas acreditam que os níveis hormonais podem ser uma parte significativa do problema.
Para o estudo, a Escola de Medicina Albert Einstein, nos EUA, contou com a participação de 114 mulheres com antecedentes de enxaqueca e 223 sem antecedentes desta condição, com uma média de 47 anos. Foram analisados os diários das enxaquecas e medidos os níveis hormonais de amostras de urina durante um ciclo de um mês.
Os investigadores mediram os picos e a média dos níveis hormonais. Foram também calculadas as taxas de declínio diárias nos cinco dias que se seguiram aos picos hormonais.
O estudo apurou que nos dois dias seguintes ao pico de estrogénio, na fase luteínica do ciclo, ou seja, a fase após a ovulação e antes da menstruação, os níveis de estrogénio nas mulheres com enxaqueca diminuíram 40%, comparativamente com as mulheres sem enxaqueca. A taxa diminuiu 34 picogramas por miligramas de creatinina (pg/mgCr) nas mulheres com enxaqueca, comparativamente com os 23 pg/mgCr nas mulheres sem enxaqueca.
“Um declínio mais rápido no estrogénio pode fazer com que as mulheres fiquem mais vulneráveis aos desencadeadores comuns dos ataques de enxaqueca como o stress, falta de sono, determinados alimentos e vinho”, referiu, em comunicado, uma das autoras do estudo, Jelena Pavlovi.
A investigadora referiu que estudos futuros deveriam focar a relação entre as dores de cabeça e alterações hormonais diárias e explorar as possíveis causas destes resultados.