Data

08 Jun 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Desenvolvido dispositivo que apoia cirurgia da catarata

Protótipo desenvolvido na Universidade de Coimbra

Investigadores da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveram um protótipo de um dispositivo médico que dá apoio à cirurgia da catarata e é capaz de “avaliar a progressão da doença, cuja informação é essencial para a decisão clínica”.

Uma equipa multidisciplinar de investigadores do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores e Instituto de Telecomunicações da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC desenvolveu “um protótipo de um dispositivo médico para apoio à cirurgia da catarata, uma das cirurgias mais realizadas no mundo”, refere a UC numa nota à qual a agência Lusa teve acesso.

A catarata é uma doença ocular associada essencialmente ao envelhecimento e caracteriza-se pelo “desenvolvimento de opacidade no cristalino (lente) do olho, podendo provocar a perda de visão”.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 2020 esta condição afete 40 milhões de pessoas em todo o mundo.

O novo dispositivo tem como objetivo apoiar o diagnóstico da catarata, através da sua deteção precoce e caracterização, indicando a sua localização e extensão no cristalino. Este permite também classificar o grau de gravidade da doença e estimar a sua dureza de modo automático.

Baseada em ultrassons de alta frequência, com recurso a sondas oftalmológicas, a tecnologia pode “avaliar a progressão da doença, cuja informação é essencial para a decisão clínica”, referiu o coordenador do projeto, Jaime dos Santos.

O dispositivo médico a desenvolver, com base no protótipo, pretende ser uma ferramenta de diagnóstico simples, robusta e de baixo custo, que terá grande impacto nos serviços de saúde, nomeadamente “na gestão clínica dos doentes com catarata”, disse Miguel Caixinha, um dos investigadores envolvidos no projeto.

“Os clínicos passarão a ter acesso a dados objetivos que contribuirão para um diagnóstico e uma decisão da necessidade de cirurgia mais suportados”, salienta Miguel Caixinha.

O dispositivo tem ainda a vantagem de recorrer a técnicas não invasivas para estimar a dureza da catarata, permitindo, assim, em tempo real, que seja possível “identificar o tipo de catarata, caracterizar o seu grau de severidade e estimar a sua dureza e dimensão”.

A tecnologia permite ainda minimizar o risco de complicações no pós-operatório, porque, apesar de segura, a cirurgia da catarata tem de ser muito precisa.