Data

22 Jan 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





Partilhar
Partilhar no Facebook Partilhar no Twitter



Teor de sal aumentou em 12 categorias de alimentos embalados

Estudo da Deco

Desde de 2005 que o teor de sal aumentou em 12 categorias de alimentos e reduziu noutras 16 categorias, dá conta um estudo da Deco.

Para o estudo foram analisadas 30 categorias alimentares de um total de 250 alimentos: em 16 alimentos a concentração de sal baixou, em dois manteve-se e noutros 12 aumentou.

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, os resultados recolhidos em 2015 pela Deco foram comparados com os de estudos realizados em 2005 e em 2011. Entre 2005 e 2015, registaram uma redução no teor do sal produtos como a manteiga, o fiambre, o pão, a margarina ou os cereais de pequeno-almoço de chocolate.

Por outro lado, os aperitivos de milho, os croissants, as batatas fritas e o queijo flamengo estão mais salgados do que há 10 anos.

“O caso dos croissants é surpreendente pela negativa. Um produto geralmente apontado pelos elevados níveis de gordura ou de açúcar tem também muito sal. Os croissants analisados apresentavam entre 0,9 e 1,3 gramas de sal por 100 gramas, quase o mesmo do pão de forma embalado”, refere a associação de defesa do consumidor.

Contudo, foram os aperitivos de milho o produto que registou um maior aumento (70%): ao consumir uma dose de 30 gramas ingere-se cerca de 10% da quantidade diária de sal recomendada.

A Deco analisou também o teor de sal em 50 refeições adquiridas em restaurantes de Lisboa e do Porto: 18 menus de hambúrgueres e 32 refeições de carne (prato do dia).

No caso de Lisboa, o menu de hambúrguer tinha em média 0,72 gramas de sal por 100 gramas e no Porto 0,70.

Relativamente aos pratos, os de Lisboa acusaram em média 0,73 gramas de sal por cada 100 e no Porto uma média de 0,87 gramas. Nalguns casos, com apenas uma refeição atinge-se a dose diária de sal recomendada.

A Deco recorda que o consumo diário de sal em Portugal baixou 1,7 gramas desde 2009, mas que se continua a ingerir mais do dobro da quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde.