Data

28 Jan 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Desenvolvido sistema tecnológico para ajudar doentes epiléticos

Equipa liderada por investigadores portugueses

Uma equipa de investigadores, liderada por portugueses, desenvolveu o primeiro sistema que utiliza tecnologia vídeo-3D, com baixo custo, para detetar movimentos corporais durante as crises epiléticas, e que pode ajudar no diagnóstico e tratamento da epilepsia.
A informação foi dada, em comunicado, pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).
"O nosso sistema 3D consegue extrair trajetórias de movimento corporal muito mais rápido do que os sistemas 2D anteriormente utilizados e, em conjunto com o EEG [eletroencefalograma, registo gráfico da atividade cerebral], oferece mais informação quantitativa para o diagnóstico e as decisões terapêuticas em epilepsia", disse o responsável do projeto, João Paulo Cunha, coordenador do Centro de Investigação em Engenharia Biomédica (C-BER) do (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência) INESC TEC, citado na nota, enviada à imprensa.
O comunicado INESC TEC, ao qual a agência Lusa teve acesso, refere que o sistema, que está a ser testado, com sucesso, há um ano, no Centro de Epilepsia do Departamento de Neurologia da Universidade de Munique, na Alemanha, "não requer nenhum tipo de intervenção no doente".
"Damos a informação dos padrões de movimento ao longo das crises epiléticas e, com essa caracterização, damos mais informação para uma decisão terapêutica" mais precisa, disse à agência Lusa João Paulo Cunha, referindo que "as crises têm movimentos [corporais] que caracterizam o tipo de epilepsia".
O sistema utiliza tecnologia semelhante à das consolas de jogos, ao juntar uma câmara de vídeo de alta definição a um radar de infravermelhos de alta velocidade, para obter, neste caso, 30 imagens em 3D por segundo. Os sensores 3D são sincronizados com a atividade cerebral do doente monitorizado com o EEG.
João Paulo Cunha refere que a equipa pretende estender a utilização deste sistema tecnológico a outras unidades de saúde, como os hospitais de Santo António e São João, no Porto, estando o método a ser testado na doença de Parkinson.
O professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto adiantou que o grupo de investigação se propõe a adaptar "esta tecnologia para analisar alguns dos testes motores que se fazem aos doentes de Parkinson" e, assim, ajudar os médicos no diagnóstico e tratamento da patologia.