Data

14 Dez 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Projetos na área da diabetes financiados pelo Infarmed

Estudo da Universidade do Porto

O Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) vai financiar dois projetos de investigação na área da diabetes desenvolvidos na Universidade de Coimbra (UC).
A “Identificação de novos biomarcadores precoces das complicações da diabetes: do metabolismo à imagiologia multimodal de sistemas” é o título de um dos projetos distinguidos, com o financiamento de 130 mil euros.
A investigação, liderada por Miguel Castelo-Branco, docente da Faculdade de Medicina e diretor do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde da UC (ICNAS), “visa essencialmente o uso de tecnologias sofisticadas (neurofisiologia, imagiologia metabólica, estrutural e funcional de vários órgãos) para diagnosticar as complicações da diabetes da forma mais precoce possível”, refere a nota da UC enviada à agência Lusa.
Miguel Castelo-Branco explica que este é “um projeto de descoberta de biomarcadores para medicina preventiva”.
O outro projeto financiado pelo Infarmed, “Microbioma de feridas diabéticas: diagnóstico precoce, prognóstico e terapia”, do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC (CNC), “conquistou 100 mil euros para encontrar uma solução para a ferida crónica do pé diabético, que afeta mundialmente cerca de 70 milhões de pessoas e que pode levar a amputações”.
O estudo, coordenado por Sónia Gonçalves Pereira, do grupo Micobacteriologia Molecular e Microbioma, liderado por Nuno Empadinhas, resulta da colaboração com o grupo Obesidade, Diabetes e Complicações, dirigido por Eugénia Carvalho, cuja “investigação prévia abriu caminho à abordagem inovadora agora proposta para as feridas diabéticas crónicas”, refere a UC.
A investigação, que tem a participação do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), tem como objetivo “caracterizar os microrganismos (microbiota) da pele e de feridas diabéticas e identificar combinações microbianas indicativas da evolução das mesmas (prognóstico) para diagnóstico precoce”, acrescenta a UC.
Sónia Gonçalves Pereira refere que “atualmente desconhecem-se as razões pelas quais algumas feridas diabéticas cicatrizam e outras se tornam crónicas, embora estudos recentes apontem para desequilíbrios na composição da microbiota da pele como fator determinante”.