Data

16 Dez 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Nutrição associada a saúde cerebral e inteligência nos idosos

Estudo publicado na revista ''Frontiers in Aging Neuroscience''

O consumo de um pigmento encontrado nos vegetais de folhas verdes pode preservar a “inteligência cristalizada”, ou seja, a competência de utilizar capacidades e conhecimento adquirido ao longo do tempo, revela um estudo publicado na revista “Frontiers in Aging Neuroscience”.
A luteína é um dos vários pigmentos vegetais que os seres humanos adquirem através da dieta, principalmente através do consumo de vegetais de folhas verdes, vegetais crucíferos, como brócolos, ou gemas de ovos. A luteína acumula-se no cérebro e incorpora-se nas membranas celulares, onde provavelmente desempenha um "papel neuroprotetor".
Estudos anteriores já tinham constatado que os níveis de luteína estão associados ao desempenho cognitivo ao longo da vida. Já tinha também sido demonstrado que a luteína acumula-se na substância cinzenta de regiões cerebrais conhecidas por estarem envolvidas na preservação da função cognitiva num cérebro saudável em envelhecimento.
Para o estudo, os investigadores da Universidade de Illinois, nos EUA, contaram com a participação de 122 indivíduos saudáveis com idades compreendidas entre os 65 e os 75 anos que tinham sido convidados a resolver problemas e a responder a questões de um teste de inteligência cristalizada. Foram também recolhidas amostras de sangue para determinar os níveis séricos de luteína. Os participantes foram submetidos a ressonâncias magnéticas para medir o volume de diferentes estruturas cerebrais.
O estudo concentrou-se em partes do córtex temporal, uma região do cérebro que outros estudos já tinham sugerido que desempenhava um papel importante na preservação da inteligência cristalizada.
Os investigadores constataram que os participantes com maiores níveis séricos de luteína no sangue tendiam a ter um melhor desempenho nos testes de inteligência cristalizada. Apesar de os níveis séricos de luteína apenas refletirem o seu consumo recente, estão associados a concentrações cerebrais de luteína nos idosos, que reflete uma ingestão dietética de longo prazo.
O estudo apurou ainda que aqueles com níveis de luteína mais elevados tendiam a ter uma substância cinzenta mais espessa no córtex parahipocampal, uma região cerebral que, tal como a inteligência cristalizada, está preservada no envelhecimento saudável.
Os cientistas concluem que estes resultados demonstram, pela primeira vez, quais as regiões cerebrais que desempenham um papel específico na preservação da inteligência cristalizada e como fatores como a dieta podem contribuir para esta relação.