Data

13 Dez 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Há falta de adequação de condições para docentes com deficiências

Fenprof e Observatório da Deficiência promovem estudo

Os docentes com deficiência em Portugal vão ser alvo de um estudo coordenado pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e pelo Observatório da Deficiência e dos Direitos Humanos o qual tem como objetivo propor medidas para melhorar as condições do exercício da profissão.
Num comunicado, ao qual a agência Lusa teve acesso, as duas entidades referem que em Portugal há pouca informação em estudos científicos ou estatísticas públicas sobre números de docentes com deficiência nas escolas, pelo que se propõem realizar em 2017 "um estudo de caracterização dos docentes com deficiência em Portugal, bem como as representações e práticas da comunidade educativa em relação a estes professores”.
O estudo tem também como objetivo “identificar obstáculos, facilitadores e boas práticas no que respeita à inclusão dos docentes com deficiência e a sua relação com a escola” e para propor medidas ao Governo e ao parlamento com vista a que os espaços educativos sejam inclusivos para todos, incluindo para os professores.
De acordo com as duas organizações, há falta de adequação de condições para docentes com deficiências exercerem em pleno a sua atividade e só medidas pontuais adotadas por algumas escolas permitem “atenuar as dificuldades acrescidas sentidas por estes docentes”.
A organização Internacional de Educação, que representa mais de 36 milhões de trabalhadores de Educação em todo o mundo, aprovou no seu último congresso a necessidade de haver mais atenção para com professores com deficiência, respondendo a este estudo e a esse apelo.
Esta semana realiza-se o primeiro encontro do Observatório da Deficiência e dos Direitos Humanos para discutir os vários problemas com que se debatem as pessoas com deficiência.
Quando anunciou a realização deste encontro, o observatório que está integrado no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa lembrou que na União Europeia um em cada seis cidadãos tem uma deficiência, o que representa cerca de 80 milhões de pessoas.
Por outro lado, a taxa de pobreza entre as pessoas com deficiência é 70% superior à das pessoas sem deficiência, “em parte devido às limitações no acesso ao emprego”, sendo que a “taxa de emprego das pessoas com deficiência se situa nos 50%”.