Data

09 Dez 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Desenvolvido modelo de ajuda a cuidadores de jovens com doença

Modelo desenvolvido pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra

Um investigador da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) desenvolveu um modelo para ajudar profissionais de saúde a cuidarem melhor de adolescentes com doença oncológica.

Manuel Henriques Gameiro, especialista em Enfermagem de Saúde da Criança e do Adolescente e professor daquela escola, refere, em nota da ESEnfC enviada à agência Lusa, que a teoria torna “acessível um conjunto de elementos que facilitam a interpretação compreensiva dos adolescentes com cancro hematológico e, por consequência, intervenções mais esclarecidas ao nível dos cuidados”.

De acordo com a ESEnfC, o modelo teórico “compreensivo das experiências e processos adaptativos dos adolescentes com doença onco-hematológica durante o tratamento” deverá permitir a prestação de cuidados mais adequados aos doentes.

Tendo por base 27 testemunhos sobre as experiências de 23 adolescentes com leucemia ou linfoma, o investigador acredita que, a teoria vai facilitar “uma maior compreensão empática dos adolescentes em situação e uma intervenção cuidativa mais esclarecida e efetiva, por parte dos enfermeiros, dos restantes profissionais envolvidos e, igualmente, dos pais”.

“Os testemunhos referem-se, sobretudo, às experiências vividas e aos processos de enfrentamento, ajustamento e adaptação à situação de doença e tratamentos”, refere Manuel Gameiro.

“Estes processos são fundamentais para manter a esperança e a disposição para “continuar a lutar” durante o longo e penoso tempo de tratamento”, sublinha o investigador.

Cada adolescente experiencia a doença de modo diverso e desenvolve esforços de adaptação próprios e esta estratégia “pode ajudar a fazer previsões, não propriamente sobre a probabilidade estatística das ocorrências e situações”, mas sobre “o seu sentido e possibilidade humana”, diz o especialista.

Segundo Manuel Gameiro, os adolescentes recorrem a “três movimentos adaptativos fundamentais, complementares e interativos: esforços de autorregulação e ajustamento à situação de doença, esforços para promover e manter um estado disposicional positivo e esforços para lidar com situações referenciais de sofrimento”.

A amostra do estudo envolveu 23 adolescentes, com idades compreendidas entre os 12 e os 19 anos, 17 dos quais referenciados no Serviço de Oncologia Pediátrica do Hospital Pediátrico de Coimbra.