Data

04 Abr 2016



Fonte

ALERT Life Sciences Computing, S.A.





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Desnutrição da população idosa está ser alvo de investigação

Estudo da Universidade do Porto

O estado nutricional dos idosos está ser alvo de um estudo que a Universidade do Porto está a realizar para aumentar o conhecimento dos profissionais de saúde e criar mudanças a médio e longo prazo na vida da população idosa.

O projeto "Nutrition UP 65 - nutritional strategies facing an older demography" tem como objetivo produzir conhecimento para que se criem intervenções baseadas na evidência científica que "levem a pequenas mudanças, práticas e económicas, que se tornem em hábitos", disse, à agência Lusa, a coordenadora, Teresa Amaral.

Ao longo do estudo promovido pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP), vão ser inquiridas 1.500 pessoas, com 65 anos ou mais, numa amostragem representativa dos idosos portugueses, de acordo com a idade, o género, o nível de ensino e a área regional do país.

As entrevistas vão permitir a recolha de material sobre dados sociodemográficos, o estilo de vida, o estado de saúde, a perceção do estado de saúde, a medicação, o estado nutricional, incluindo a antropometria, os indicadores funcionais, a fragilidade e a sarcopenia. Os níveis de vitamina D e o estado de hidratação também vão ser avaliados através de análises clínicas.

Alguns estudos revelam que a desnutrição em pessoas idosas na Europa é elevada e para "piorar este cenário, as tendências atuais indicam que nesta faixa etária a prevalência de obesidade e de obesidade sarcopénica também vai aumentar", de acordo a informação disponibilizada na página oficial do Nutrition UP 65.

As alterações no estado nutricional têm implicações na fragilidade – associada a uma maior morbilidade e mortalidade nos idosos. Os baixos níveis de vitamina D, a desidratação e o elevado consumo de sódio também se encontram associados a complicações clínicas.

Os dados recolhidos durante a fase de inquérito vão ser utilizados para melhorar a literacia e já estão a ser postos em prática em programas educativos orientados para os profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, dietistas, entre outros, que têm contacto com a população idosa.